banner.GIF (1891 bytes)


 

Curso de Verão 2002

 

separador.gif (1971 bytes)

Vai realizar-se no próximo mês de Julho mais uma edição do Curso de Verão. Será a oitava edição e decorrerá nos dias 11, 12 e 13 de Julho de 2002. A temática deste curso é “Ensinar, aprender e avaliar. Sabe-se cada vez menos?”.

Sobre a nossa cabeça têm caído, nos últimos meses, as mais diversas informações acerca de “resultados” do sistema educativo de Portugal. Foram as listas ordenadas de escolas secundárias, com base nos resultados de exame de 12º ano, divulgadas em Agosto de 2001; foram os resultados do PISA (Programme for International Student Assessment), publicitados pela OCDE e pelo GAVE (Gabinete para a Avaliação em Educação); foi a apresentação dos resultados do estudo prospectivo sobre a evolução da educação em Portugal até ao ano 2020; foi a divulgação dos resultados das provas aferidas aplicadas aos alunos do 6º ano de escolaridade; foram, mais recentemente, os indicadores difundidos pelo Ministério da Educação, sobre o desempenho do sistema escolar português.

A estas informações há que acrescentar a apresentação do “Manifesto para a educação da República”, as posições dos vários partidos políticos, durante o processo eleitoral, e as mais variadas tomadas de posição de indivíduos e de organizações, os seminários, os encontros, os editoriais, as reportagens, os artigos e os livros.

Uma das principais mensagens que se transmite, mesmo já coada pelos dias que passam, é o facto de que se aprende mal, de que os alunos sabem cada vez menos e de que se ensina mal. Há uma focagem pouco habitual em torno de resultados de exames, de provas de aferição, de testes aplicados internacionalmente. Em quase todos os casos se enfatiza e conclui que “a República está a educar mal os seus filhos”. Pouco se adianta, no entanto, sobre o que se deve fazer, o que se está a fazer, como se pode e deve fazer algo, quem e quando o vai fazer.

No termo do Curso de Verão de 2001, ficou a bailar na cabeça de muitos de nós e foi sugerido por vários participantes, para 2002, o tratamento do tema das aprendizagens (aprender/ensinar, como se aprende, o que se aprende e não aprende, quem aprende melhor e pior e onde e porquê, como se pode ensinar e fazer aprender mais e melhor…). Cá estamos pois e enfrentar a questão. Não o queremos fazer numa óptica de “desgraçados e incapazes”, nem pretendemos escamotear o que quer que seja.

Pretende-se com este Curso de Verão, em primeiro lugar, esclarecer bem o que é que está sob debate quando falamos de “resultados escolares”, em Portugal. Entendemos que é necessário superar a visão redutora que confina resultados escolares a classificações e notações de testes e exames. Em segundo lugar, queremos conhecer rigorosamente todo o leque das conclusões dos estudos nacionais e internacionais realizados, e não apenas a pequena fatia que os media nos revelam. Em terceiro lugar, numa perspectiva de contribuir para a melhoria permanente do desempenho das escolas portuguesas, não só dos professores e dos alunos, mas também dos pais, dos autarcas, dos empresários e de muitos outros actores, vamos conhecer muitos casos que revelam que também se ensina e aprende bem e vamos debater com profundidade o que fazer para que se aprenda cada vez mais e melhor, nas escolas portuguesas.

O tema é actual e a perspectiva com que pretendemos abordá-lo é aliciante para quantos trabalham no seu dia-a-dia para elevar o nível cultural da população portuguesa e para melhorar os níveis de conhecimento de cada uma e de cada um dos portugueses. Contamos, por isso, com a sua participação. Já sabe o que tem de fazer: preencha e devolva, quanto antes, a ficha que anexamos. Esperamos por si e acreditamos que vai valer a pena mais este pequeno esforço pessoal.

A Comissão Organizadora,

Joaquim Azevedo

Roberto Carneiro

Teresa Ambrósio

 

Página inicial Ficha de Inscrição Enviar E-mail