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Curso de Verão 2001
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Avaliação de Escolas: consensos e divergências
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Está na ordem do dia, tanto no nosso país como no plano internacional, o debate acerca da avaliação das escolas, desde o ensino básico ao ensino superior. Os olhares sobre esta problemática são muito diversos: enunciam-se de lugares muito diferentes, orientam-se para finalidades muito diversas e percorrem caminhos metodológicos também muito variados. O Curso de Verão de 2001 vai proporcionar o contacto com esta multiplicidade de visões e de experiências, devidamente contextualizadas. Avaliar instituições escolares não é sinónimo de estabelecer rankings, embora estes possam surgir como subprodutos de um processo mais vasto e pluridimensional. Avaliar instituições escolares é uma tarefa complexa, mas não é impossível, havendo actualmente várias metodologias em aplicação, um pouco por todo o mundo ocidental. Avaliar instituições escolares não é avaliar professores ou alunos, embora possa fornecer a uns e a outros, bem como aos pais e aos poderes locais, instrumentos para a realização de melhorias das práticas educativas. Finalmente, avaliar instituições escolares não é promover a qualidade, embora possa ser precioso o seu contributo para que os vários actores se envolvam mais na sua promoção. Desde a auto-avaliação à hetero-avaliação, desde a avaliação promovida pelos serviços competentes dos Ministérios da Educação até à avaliação de iniciativa de organismos independentes e especializados, estamos diante de um vasto campo de modelos, de metodologias e de finalidades. Importa discernir as respectivas diferenças e estabelecer uma visão na qual inscrever uma dada opção ou até a coexistência de diferentes modalidades de avaliação dentro de um mesmo país e até no seio de cada escola. Entre nós, iniciou-se um programa de “avaliação integrada de escolas” por parte da IGE, que está a produzir os seus primeiros resultados. Entretanto, outros modelos de avaliação de escolas, situados fora da administração pública, dão os seus primeiros passos (iniciativa da AEEP, para as escolas particulares, e programa AVES, no Porto). No Reino Unido, a Inspecção de Sua Majestade foi substituída por um novo serviço, o OFSTED – Office for Standards in Education, mudança que faz antever uma reorientação profunda nas finalidades e nas metodologias. Em Espanha, para além da prática de auditorias contínuas e exigentes às escolas pelos serviços da Inspecção, e que varia com as autonomias, existe um modelo de avaliação externa e independente que faz o seu caminho em todo o país, por iniciativa do Instituto de Evaluación e Asesoramiento Educativo. Na Holanda, a função de avaliação está entregue a uma agência especializada….Nos Estados Unidos, apesar da diversidade de modelos e situações, ganha relevo o estabelecimento de padrões nacionais de avaliação do sistema educativo e de cada escola. Uma coisa parece evidente: os cidadãos são cada vez mais exigentes com o desempenho das escolas, não só porque estas são instituições sociais imprescindíveis e crescentemente valorizadas socialmente, mas também porque os seus custos, cada vez mais elevados, sobrecarregam os mesmos cidadãos com impostos que os penalizam. Para directores de escolas, dirigentes de órgãos intermédios e professores, em geral, esta não pode ser uma problemática estranha. Além disso, o recente quadro de “autonomia” para o qual foram mobilizadas todas as escolas do nosso país e que se encontra há vários anos em prática em muitos outros países, tem vindo a enfatizar a necessidade de fazer acompanhar os processos de autonomia com dinâmicas rigorosas de avaliação e de prestação de contas à comunidade. Parece começar a abrir brechas uma cultura de avaliação, até hoje muito pouco presente no sistema educativo português. Queremos nós, professores, pais, alunos, poderes locais, a avaliação das escolas? Para quê? De iniciativa de quem? No intuito de fomentar a competitividade entre elas e de melhorar a sua qualidade? Mas como é que processos de avaliação (sobretudo de hetero-avaliação, que são os mais frequentes) melhoram práticas obsoletas e mobilizam colaboradores desmotivados? Avaliar, além disso, com que referentes, com base em que padrões? Que ganham as escolas com estas avaliações em curso? Para debater tudo isto e muito mais, vamos de novo encontrarmo-nos no Porto, na sétima edição do Curso de Verão, iniciativa independente que conta de novo com o apoio das edições Asa. Agradecemos que se organize com os colegas da sua escola para poder estar um elemento presente e reserve já na sua agenda os dias 5, 6 e 7 de Julho próximo, até porque neste período do ano há sempre outros afazeres importantes. Mas procure não perder a oportunidade de habilitar a sua instituição escolar com pelo menos uma pessoa que possa aprofundar esta temática e transmiti-la posteriormente aos seus colegas, com o apoio de materiais que vamos distribuir e colocar posteriormente no nosso endereço electrónico (www.cursoverao.pt). Não falte pois, porque vamos ter connosco especialistas de grande renome internacional e o momento vai proporcionar certamente debates muito aprofundados e estimulantes, como é tradição nos nossos Cursos de Verão. A Comissão Organizadora,
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School evaluation; the experience of OFSTED in England. |
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Como en un espejo evaluacion cualitativa de centros escolares |
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